Agradecimento às pessoas pelo seu trabalho

Diariamente passamos por pessoas que estão a fazer o seu trabalho, seja nas ruas, nos escritórios, nas empresas, nos estabelecimentos comerciais ou até mesmo em casa.
Passamos por sítios onde pessoas fizeram o seu trabalho. Trabalho esse do qual, por vezes, nós usufruímos posteriormente.

Quando estudávamos e algum trabalho nosso era bem visto e elogiado pelos professores ou até colegas, sentíamo-nos muito bem. Compensava o trabalho duro que tínhamos dado para completar o projecto.
Infelizmente, após começarmos a trabalhar, aprendemos à força que é um luxo, termos feedback pelo nosso trabalho, pelo menos positivo. Dizer mal é fácil e todos conseguem fazê-lo. Fazer melhor e/ou elogiar é uma história diferente.

Porque elogiamos nas redes sociais profissionais famosos nas suas áreas, quando o trabalho deles não é notoriamente mais útil do que o de outras pessoas como por exemplo, de uma pessoa que apanha o lixo das ruas, ou de pessoas que constroem estradas, ou das que mantém o aquecimento de um prédio, água, gás, etc? Ou até mesmo das que arranjam os nossos computadores ou telemóveis ou outros aparelhos?

Aparentemente, tudo tem a ver com emoções e expectativas.
Sentimos emoções de alegria e entusiasmo ao vermos vídeos e fotos no Facebook ou Instagram, por exemplo. Excedem as nossas expectativas, com o prazer visual que nos fornecem, mesmo que não tragam nada de útil.
As expectativas e emoções vindas do trabalho de alguém que constrói ou arranja algo, são totalmente diferentes. Essa pessoa apenas está a fazer o seu trabalho e é suposto fazerem-no bem, como tal a maioria das pessoas simplesmente ignora e continua a sua vida, sem pensar mais no assunto. No entanto, Se algo não ficar bem construído ou não for arranjado, será imediatamente criticado e rejeitado.
Por exemplo, se passarmos em estradas arranjadas, não pensamos no assunto e simplesmente seguimos o nosso caminho. Mas se a estrada tiver falhas, reclamamos, não nos esquecemos e até falamos com amigos sobre o assunto.
A verdade é que muitas das nossas expectativas vão para coisas que não são úteis, ou para coisas que damos como assumidas, em vez de darmos o devido valor ao trabalho duro feito por pessoas como nós.

Por isso mesmo, venho sugerir que se juntem a mim e sejamos melhores do que isso e digamos todos juntos: OBRIGADO a todas as pessoas que trabalham diariamente para tornar a vida de todos muito mais fácil, às que mantém os problemas a um mínimo e mantém as pessoas mais felizes por tudo funcionar bem.

Por fim, o meu sincero agradecimento a todos os que lêem os meus artigos 🙂

Abraço e sejam felizes

Auto-consciência

Vivemos numa era onde temos tudo ao nosso alcance, onde temos inúmeras opções para escolher, para tudo o que vemos e queremos. Costumo dizer que nunca houve uma altura melhor para estar vivo.
Sei que, infelizmente, ainda há países em guerra, ainda há muita fome e muita pobreza, entre outros tipos de sofrimento. Mesmo assim, até ao momento, na história do ser humano, nunca houve tanta paz, tanta fartura nem tanta escolha.
Nós, portugueses, vivemos num país onde temos sol e calor entre 6 a 8 meses por ano, temos a melhor comida e bebida, temos um povo fantástico. Adoro este país e tenho uma visão quase utópica, eu sei 🙂

Se temos tudo tão facilmente, porque motivo as pessoas não atingem os seus objectivos? Porque não têm sucesso? Porque não são felizes?
Por outro lado, porque razão vemos povos com tão pouco, sempre com um sorriso?

Vivemos numa sociedade em que a pressão é enorme para ser o melhor em tudo, para trabalharmos nos nossos defeitos, pois só assim se tem sucesso e se é feliz. Eu penso de forma um pouco diferente.

Na minha opinião, auto-consciência é uma das maiores, melhores e mais importantes acções que podemos apontar a nós mesmos. Sermos auto-conscientes, no contexto deste artigo, é sermos conscientes das nossas virtudes e defeitos e sabermos aceitá-los.

Estarmos em paz connosco e com os nossos defeitos é fundamental. A maioria das pessoas mente a si própria (todos o fazem) e não aceita realmente os seus defeitos, não aceita as coisas em que são más.
Somos péssimos em tantas coisas. Eu sou! Há tanta gente melhor do que eu em tudo. Não há nada de errado nisso.

Dia após dia, sem falarmos com ninguém sobre o assunto (nem connosco mesmos), estamos em guerra mental, a questionarmo-nos o porquê de não sermos melhores, de não termos mais, de não sermos mais. Porque repetimos os mesmos erros constantemente? Porque não conseguimos alterar os nossos comportamentos?
Analisamos o nosso passado a procurar onde falhámos. Perdemos tempo desnecessário com o problema, em vez de nos concentrarmos na solução.

Na minha opinião devemos trabalhar as nossas virtudes, as nossas forças, as nossas capacidades para sermos mais e melhores. Só assim seremos fantásticos em algo. Se trabalharmos apenas nos nossos defeitos, na melhor das hipóteses seremos medianos.

Ser auto-consciente não é apenas aceitar as coisas como são, é ser consciente do estado actual das coisas e trabalhar a partir daí para crescer.
Sei que parece que me estou a contradizer, mas há coisas que são fundamentais, a nossa base e fazem parte do nosso DNA. Essas devemos sem dúvida melhorar e evoluir.
Todos nós gostamos de muitas coisas ao mesmo tempo. Eu gosto de tecnologia, empreendorismo, histórias de sucesso improváveis, desporto, saúde, filmes, música, entre tantas outras coisas. Gostava de ver todos os bons filmes do mundo. Mas para o fazer, teria que perder demasiado tempo, retirando tempo a outras coisas que deveriam ter muito mais importância na minha vida.
Como tal, sou auto-consciente do que é mais importante e do que sou melhor e é nisso que trabalho.
É impossível saber tudo, fazer tudo, conseguir tudo, pelo menos sem ficar totalmente louco.

Um exemplo pelo qual muitas pessoas da nossa sociedade passa diariamente é a luta contra a perda de peso. Dizem que querem perder peso este ano, ou que querem números muito altos de peso, em X anos.
É importante ser auto-consciente até em objectivos deste género. Quanto mais distante for o objectivo, mais facilmente desistimos do mesmo.
Por isso, sugiro que sejam auto-conscientes do estado actual e consciencializem-se que a luta pode demorar. Estabeleçam objectivos mais curtos (ex: quero perder 2Kgs por semana), de forma a se manterem sempre motivados e activos.
Ser auto-consciente em relação ao nosso peso actual, não é pensarmos que estamos com peso a mais e seguirmos em frente. É trabalharmos de forma inteligente.

O mesmo se aplica em tudo na vida, até no sucesso profissional. Não devemos pensar na fantasia de sermos o melhor futebolista só porque o melhor é português e a toda a hora se fala dele na televisão e internet. Há demasiada gente que tem tantas virtudes mas vive em fantasias. Não é impossível que venham a ser o melhor, até mesmo o melhor futebolista, mas vejam primeiro aquilo em que são bons e invistam a sério nisso. Façam o chamado all-in, como se diz no poker.

Devemos sonhar alto, sem dúvida, mas sem nunca deixarmos de ser realistas. Até porque, ao aceitarmos os nossos defeitos e trabalharmos no que é mais importante para nós e somos melhores, fazemo-lo com outra calma mental, com outra motivação e entusiasmo.

Há várias formas de pensar, provavelmente estão todas certas, esta é a minha. O que funciona para uns não funciona obrigatoriamente para outros. Mas pelo menos tenham a abertura de mente para experimentar.

Gostaria de ouvir as vossas opiniões sobre este tema.

Um forte abraço e o meu sincero obrigado por lerem até ao fim, desta vez alonguei um pouco mais a escrita, à próxima serei breve.

Olhar à volta

Há uns anos li uma frase, salvo erro da autoria de Jim Rohn, que dizia algo como “Tu és a média das 5 pessoas com quem passas mais tempo.”. Concordo totalmente com a expressão.
Há pessoas positivas e pessoas negativas. Há pessoas decididas e pessoas procrastinadoras. Há pessoas lutadoras e pessoas desistentes. Há pess… Ok, já perceberam a ideia, certo?

Tirando por doenças e afins, todos nascemos com as mesmas capacidades, com o mesmo enorme potencial. A vida encarrega-se de tentar fazer-nos esquecer disso, mas esse potencial está lá, mesmo que adormecido.
1001 factores alteram as nossas capacidades temporárias, mas nada altera o potencial.
Podemos estar em baixo com problemas pessoais, financeiros ou familiares, podemos estar fracos demais, pesados demais, mas se nos abstrairmos um pouco, respiramos fundo, arregaçarmos as mangas e formos à luta, certamente que ficaremos surpresos pelo que somos capazes.

Uma vez li uma história (adoro ler), sobre um grupo de pessoas que estava a assistir à agonia dum cão, a tentar sobreviver na água fria dum lado de gelo, a lutar para sair da água, sem sucesso. As pessoas não se aproximavam para ajudar, gritavam entre si que o gelo era demasiado fino, iriam morrer também. Subitamente uma criança (não me recordo se menina ou menino) com os seus 6-7 anos passou por eles a correr, em direcção ao pobre animal. A multidão gritou com a criança, para regressar, era perigoso demais. A criança continuou, ajoelhou-se à beira da água, usou todas as suas forças, as que tinha e as que não sabia que tinha e puxou o cão para fora de água, salvando-o da morte certa. Nem assim as pessoas se aproximaram. Os gritos da multidão, entretanto, cessaram. Silêncio boquiaberto, que uma pessoa quebrou ao dizer “A criança fez o impossível, pois é surda. Não ouviu ninguém a dizer que era impossível, que ela não era capaz.”.
A história é muito provavelmente fictícia, mas a mensagem é maravilhosa e uma lição para muitos.

Iremos ter sempre pessoas à nossa volta, que ainda não fizeram nada da sua vida, a tentar manter-nos no mesmo nível de (in)sucesso atingido, seja porque razão for. Irão falar apenas do que não gostam, irão falar apenas de stress, irão reclamar da vida, irão dizer que não vale a pena perdermos tempo, que aproveitamos pouco a vida, que é impossível, que é um desafio grande demais para pessoas comuns como nós, entre outras tantas desculpas. É isso que são, desculpas. Aprecio um pedido de desculpas, mas não suporto desculpas deste tipo.
Já para não falar de maldade (por vezes causada por ignorância), pessoas que se riem quando contamos ideias que tivemos, ou atitudes boas que tomámos… Até vergonha causam. Dizemos “Vou correr uma maratona no próximo ano!” e ouvimos risos, ouvimos “Deves fazer, deves”. Dizemos “Vou fazer uma dieta para perder peso”, ouvimos “Sim, sim, anda lá almoçar a mão de vaca que fiz hoje”.
Vemos tantas pessoas que só querem ser superiores às que as rodeiam…  Essa energia negativa é tão contagiante quanto a positiva, só depende nós transformar uma na outra.

Sou um adepto de mostrar pelo exemplo, admiro muito o poder da influência, talvez mais do que o poder das palavras, mas há muitas pessoas que nem assim percebem.
Nesse caso, a solução que sugiro é simples. Façam orelhas moucas, sejam surdos, libertem-se dessas pessoas, que querem ficar para trás, não querem crescer, querem ficar presas ao passado.
Muito bem, se é isso que as faz feliz, então iremos tapar as nossas orelhas para não ouvir pessimismos e ser felizes com os nossos objectivos e desafios. Iremos rodearmo-nos de pessoas que pensem como nós, que nos lembram constantemente que o potencial é quase infinito, que nos dão força e empurram para cima, que nos fazem remover do dicionário palavras e expressões como ‘desisto’, ‘não sou capaz’, ‘é impossível’, entre outras.
Quando estivemos com pessoas assim, quando regressamos para casa, a nossa sensação é de bem estar, boa disposição.

Se somos realmente a média das pessoas com quem mais lidamos, então devemo-nos rodear de quem nos faz evoluir, de quem nos faz sorrir, de quem nos dá força para lutar por mais, pelo sucesso dos nossos objectivos, estejam eles à distância que estiverem.
Se já estamos rodeados por pessoas assim, então sejamos nós a força que eleva o grupo de pessoas.
Sejamos quem eleva o nível das pessoas que amamos, das que nos rodeiam, sejam família, amigos, colegas de trabalho, ou outros. Sejamos um pedaço o seu sorriso e uma fibra do seu músculo.

Experimentem parar um pouco, olharem para quem vos rodeia e apercebam-se do que são no grupo.
São a pessoa que só critica negativamente e reclama de tudo? São a pessoa que vai atrás do rebanho, digam o que disserem, façam o que fizerem? São pessoas idênticas em objectivos, sucesso e forma de estar? São a pessoa que eleva o espírito das outras?

Termino com outra frase de Jim Rohn: “Não te juntes a uma multidão fácil, não irás crescer. Vai onde as expectativas e a demanda por desempenho e resultados e conquistas são altas.”

Só mais uns metros…

As capacidades das pessoas nunca param de me surpreender. Basta que algo lhes faça algum tipo de “click”, que acreditam, mesmo temporariamente, que são capazes de tudo, quando segundos antes acreditavam estar no limite e quase a desfalecer.

Nos meus treinos de corrida em grupo, com o grupo Correr Lisboa, assisto quase diariamente ao poder do cérebro sobre o corpo.
Quem nunca viu alguém a fazer o seu exercício, o seu treino e subitamente dizer “não aguento mais”? Por vezes é a forma que está em baixo, noutras até o esforço mal gerido, ou até a vida que está numa fase má. A desmotivação surge, dizemos que não aguentamos mais e não há nada a fazer. Ou haverá?

Todos nós dizemos diariamente coisas a nós próprios, quer sejam verdade quer não. Por vezes dizemos que estamos gordos e feios, quando nos vemos ao espelho, apenas porque temos um ligeiro e natural pneu na barriga. Por vezes dizemos que somos fracos e não seremos capazes de vencer na vida, só porque nos lembramos de episódios menos felizes do passado.
Chamam-se afirmações e são muito poderosas. Tanta vez dizemos a nós próprios uma coisa, que acabamos por acreditar.
Infelizmente afirmamos negativismos a nós próprios a toda a hora, por inúmeras razões. Mas cabe a nós mudar isso. Não só para nós mas também para os outros.

Sugiro que afirmemos que somos capazes, que nascemos todos iguais, que se lutarmos por algo, eventualmente conseguiremos.
Claro que alguns objectivos estarão mais longe do que outros, mas podemos começar por alguns mais próximos de atingir, para nos mantermos motivados a continuar a onda positiva.

Quando estou nos meus treinos de corrida e vejo alguém a respirar no limite, dou sempre uma palavra motivadora e positiva e construtiva, ou até mesmo uma sugestão para orientar no que deverá ser feito para não se desistir. Não é tanto pelo exercício em si, mas mais porque ao começar essa atitude lutadora e positiva em algo tão pequeno como um treino, ganhamos o hábito de passar essa atitude para tudo na nossa vida.
E que bem que sabe ver alguém a aguentar uma subida enorme, quando a meio estavam de rastos, só com o poder das palavras, da sugestão. Vê-las a suar, de rastos mas a sorrir por terem feito a subida toda sempre a correr, sem andar.

Por isso, quando virem uma subida íngreme na vossa vida, preparem-se, respirem fundo para abrir os pulmões, façam a gestão do vosso próprio ritmo e vão à luta, pois após chegarem ao topo da subida sem parar de correr, ninguém vos irá tirar o sabor dessa vitória, ainda que pequena. Mas muitas pequenas vitórias mudam uma vida e tornam uma pessoa naturalmente positiva e vencedora.

“Vocês são capazes, o cérebro é que manda! Força, estamos todos juntos! Só mais uns metros…”