Olhar à volta


Há uns anos li uma frase, salvo erro da autoria de Jim Rohn, que dizia algo como “Tu és a média das 5 pessoas com quem passas mais tempo.”. Concordo totalmente com a expressão.
Há pessoas positivas e pessoas negativas. Há pessoas decididas e pessoas procrastinadoras. Há pessoas lutadoras e pessoas desistentes. Há pess… Ok, já perceberam a ideia, certo?

Tirando por doenças e afins, todos nascemos com as mesmas capacidades, com o mesmo enorme potencial. A vida encarrega-se de tentar fazer-nos esquecer disso, mas esse potencial está lá, mesmo que adormecido.
1001 factores alteram as nossas capacidades temporárias, mas nada altera o potencial.
Podemos estar em baixo com problemas pessoais, financeiros ou familiares, podemos estar fracos demais, pesados demais, mas se nos abstrairmos um pouco, respiramos fundo, arregaçarmos as mangas e formos à luta, certamente que ficaremos surpresos pelo que somos capazes.

Uma vez li uma história (adoro ler), sobre um grupo de pessoas que estava a assistir à agonia dum cão, a tentar sobreviver na água fria dum lado de gelo, a lutar para sair da água, sem sucesso. As pessoas não se aproximavam para ajudar, gritavam entre si que o gelo era demasiado fino, iriam morrer também. Subitamente uma criança (não me recordo se menina ou menino) com os seus 6-7 anos passou por eles a correr, em direcção ao pobre animal. A multidão gritou com a criança, para regressar, era perigoso demais. A criança continuou, ajoelhou-se à beira da água, usou todas as suas forças, as que tinha e as que não sabia que tinha e puxou o cão para fora de água, salvando-o da morte certa. Nem assim as pessoas se aproximaram. Os gritos da multidão, entretanto, cessaram. Silêncio boquiaberto, que uma pessoa quebrou ao dizer “A criança fez o impossível, pois é surda. Não ouviu ninguém a dizer que era impossível, que ela não era capaz.”.
A história é muito provavelmente fictícia, mas a mensagem é maravilhosa e uma lição para muitos.

Iremos ter sempre pessoas à nossa volta, que ainda não fizeram nada da sua vida, a tentar manter-nos no mesmo nível de (in)sucesso atingido, seja porque razão for. Irão falar apenas do que não gostam, irão falar apenas de stress, irão reclamar da vida, irão dizer que não vale a pena perdermos tempo, que aproveitamos pouco a vida, que é impossível, que é um desafio grande demais para pessoas comuns como nós, entre outras tantas desculpas. É isso que são, desculpas. Aprecio um pedido de desculpas, mas não suporto desculpas deste tipo.
Já para não falar de maldade (por vezes causada por ignorância), pessoas que se riem quando contamos ideias que tivemos, ou atitudes boas que tomámos… Até vergonha causam. Dizemos “Vou correr uma maratona no próximo ano!” e ouvimos risos, ouvimos “Deves fazer, deves”. Dizemos “Vou fazer uma dieta para perder peso”, ouvimos “Sim, sim, anda lá almoçar a mão de vaca que fiz hoje”.
Vemos tantas pessoas que só querem ser superiores às que as rodeiam…  Essa energia negativa é tão contagiante quanto a positiva, só depende nós transformar uma na outra.

Sou um adepto de mostrar pelo exemplo, admiro muito o poder da influência, talvez mais do que o poder das palavras, mas há muitas pessoas que nem assim percebem.
Nesse caso, a solução que sugiro é simples. Façam orelhas moucas, sejam surdos, libertem-se dessas pessoas, que querem ficar para trás, não querem crescer, querem ficar presas ao passado.
Muito bem, se é isso que as faz feliz, então iremos tapar as nossas orelhas para não ouvir pessimismos e ser felizes com os nossos objectivos e desafios. Iremos rodearmo-nos de pessoas que pensem como nós, que nos lembram constantemente que o potencial é quase infinito, que nos dão força e empurram para cima, que nos fazem remover do dicionário palavras e expressões como ‘desisto’, ‘não sou capaz’, ‘é impossível’, entre outras.
Quando estivemos com pessoas assim, quando regressamos para casa, a nossa sensação é de bem estar, boa disposição.

Se somos realmente a média das pessoas com quem mais lidamos, então devemo-nos rodear de quem nos faz evoluir, de quem nos faz sorrir, de quem nos dá força para lutar por mais, pelo sucesso dos nossos objectivos, estejam eles à distância que estiverem.
Se já estamos rodeados por pessoas assim, então sejamos nós a força que eleva o grupo de pessoas.
Sejamos quem eleva o nível das pessoas que amamos, das que nos rodeiam, sejam família, amigos, colegas de trabalho, ou outros. Sejamos um pedaço o seu sorriso e uma fibra do seu músculo.

Experimentem parar um pouco, olharem para quem vos rodeia e apercebam-se do que são no grupo.
São a pessoa que só critica negativamente e reclama de tudo? São a pessoa que vai atrás do rebanho, digam o que disserem, façam o que fizerem? São pessoas idênticas em objectivos, sucesso e forma de estar? São a pessoa que eleva o espírito das outras?

Termino com outra frase de Jim Rohn: “Não te juntes a uma multidão fácil, não irás crescer. Vai onde as expectativas e a demanda por desempenho e resultados e conquistas são altas.”

3 opiniões sobre “Olhar à volta”

  1. Fantástico!! Como te compreendo e como hoje com quase 40 anos sei que é mesmo assim!
    A vida encarrega-se muitas vezes de nós mostrar isso cabe a nós querer ou não ver ou ouvir!!
    No meu caso não ouvi e CORRI…corri que nem louca para nenhum objetivo só porque sim e porque isso me deixava tão feliz!!
    Continua Luís, beijinho grande

  2. Mt bom amigo adorei mais este texto, esta impecável continua, ja basta de pessoas negativas temos de ser positivos e olhar em frente. Parabéns

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